quinta-feira, 30 de agosto de 2012

DENTISTICA 1




quinta-feira, 31 de AGOSTO DE 2012.


Dentistica I (Instrumentais operatórios para preparos cavitários)

São agrupados nas seguintes categorias:
  1. Instrumentos cortantes manuais;
  2. Instrumentos rotatórios;
  3. Laser;
  4. Sistemas sônicos e ultra-sônicos;
  5. Sistema jato-abrasivo;

Instrumentos cortantes manuais: servem para cortar, clivar e planificar a estrutura dentária, ou complementar a ação dos instrumentais rotatórios durante o preparo das cavidades. O uso desses instrumentos demonstra significante redução da infiltração marginal e instalação de cáries secundárias.


*      Tipos de instrumentos cortantes:

o        Cinzéis: planificam e clivam (restaurações em Classe IV e V) o esmalte.
Podem ser:
Ø      Retos: o intermediário e a lâmina são retos e apresentam bisel em apenas um lado dos lados da lamina. Clivam estruturas vestibulares de classe V;
Ø      Mono angulado: possuem um ângulo intermediário e servem para alisar as paredes de esmalte e dentina de dentes inferiores posteriores;
Ø      Biangulados: possuem dois ângulos intermediários e servem para planificar paredes cavitárias de dentes superiores posteriores;
Ø      Wedelstaedt: tem o intermediário e a lâmina curvos e são usados em cirurgias periodontais;

o        Enxadas: são muitos semelhantes aos cinzéis, só que apresentam uma angulagem maior. Servem para alisar as paredes cavitárias, principalmente classe V em dentes anteriores, aviva ângulos diedros, planificam as paredes de esmaltes. É usado para acabamento final para as paredes internas da cavidade e parede pulpar.

o        Machados: são usados para clivar, aplainar esmalte e planificar a parede vestibular e lingual das caixas proximais de cavidade classe II (movimento ocluso-gengival, mésio-distal). São usados para determinar a forma de retenção incisal em cavidades classe III. A lâmina do machado é paralela ao eixo longitudinal do instrumento.

Recortadores de margem gengival: são usados especialmente para planificação do ângulo cavo - superficial gengival, arredondamento do ângulo áxio-pulpar e determinação de retenção na parede gengival de cavidade classe II. Suas lâminas são curvas e anguladas (se o segundo número da fórmula for maior ou igual a 90 é para se usar na superfície distal, se for menor que 80 é pra ser usado na superfície mesial).

o        Formadores de ângulos: são usados para acentuar ângulos diedros e triedros e determina forma de retenção principalmente em cavidades classe III e V. Faz assoalho em canaleta. Apresentam a extremidade da lâmina em ângulo agudo com o eixo longitudinal, em vez de ângulo reto como na maioria dos instrumentos.

o        Colher de dentina ou escavador: É usado para remoção de tecido cariado. Ele tem o desenho semelhante ao do machado, sendo a lâmina ligeiramente curva e com extremidade arredondada. Também pode ter forma de disco dependendo da escolha do profissional.

*      Afiação dos instrumentos cortantes manuais:
  • Pode ser: manual ou mecânica.
Ø      Afiação manual: emprega-se, de preferência, uma pedra de Arkansas plana e previamente lubrificada. Colocada sobre uma superfície plana e lisa;
Ø      Afiação mecânica: é possível empregar motores elétricos especiais, com pedra de Arkansas, cilíndricas ou em forma de roda, montadas em seu próprio eixo;

  • Princípios básicos para afiação:
Ø      Manter o instrumento fixo em posição correta durante todo o processo;
Ø      Manter a pedra lubrificada com uma fina camada de óleo bem fluido;
Ø      Usar pouca pressão contra a pedra para evitar produção de calor com atrito;
Ø      Usar sempre que possível, uma guia para orientar o plano de desgaste do instrumento;
Ø      Conservar as pedras de afiar limpas e livres esquírolas de metal;
o        Técnica: cinzéis, machados, enxadas, recortadores de margem gengival e formadores de ângulo devem ser colocados, de acordo com o ângulo da extremidade cortante e o bisel do instrumento, em contato com a pedra.

machado
Formador de ângulo.

 Recortadores de margem gengival.




 Cinzéis reto (A), de Wedelstaed (B) e biangulado (C).

DENTISTICA I `Técnica de utilização dos instrumentos rotatórios´

Isso é um resumo de toda a matéria de dentistica pra ajudar vocês!!


As formas  básicas de ponta ativa das brocas utilizadas para preparos cavitarios:

Esférica
Utilizada para remoção de tecido cariado,confecção de retenções e acesso em cavidades de dentes anteriores

Cilíndrica
Utilizada para confeccionar paredes circundantes paralelas e aviva ângulos diedros a maioria dessas brocas  tem corte  na extremidade e nas partes laterais da ponta ativa


Tronco cônicas
Utilizada pra dar forma e contorno em cavidades com parede circundantes expulsivas e para determinar sulcos ou caneletas em cavidades para restaurações metálicas fundidas e também para determinar rentençoes nas caixas proximais , em cavidades para amálgama


CONE INVERTIDO
Utilizadas para determinar retenções adicionais ,planificar parede pulpares e eventualmente avivar ângulos diedros


Roda
Utilizada para determinar retenções especialmente em cavidade classe V


Obs: as Brocas pode ter as formas lisas ou picotada.

As pontas diamantada para preparo cavitario
A ponta diamantada é diferente das brocas, porque elas não
Apresentam numeração e tem varias formas  
São indicadas para reduzir a estrutura dentaria ,tanto de esmalte como de dentina,elimina os detritos que se depositam entre os grãos abrasivos ,e remove excessos mais grosseiros das restaurações.



Obs: não se diz broca diamantada,e sim ponta diamantada!!

1° etapa – alta rotação: abertura e contorno.
2° etapa – baixa velocidade: remoção da dentina cavitária. Formas de resistência e retenção. E acabamento das paredes do preparo

Baixa rotação



Vantagens da alta rotação:
ü     Corte rápido e fácil
ü     Redução de vibrações
ü     Redução de pressão de corte
ü     Redução de calor
ü     Menor tempo de trabalho
ü     Menor cansaço para o operador
ü     Melhor aceitação do paciente

Inconvenientes da alta rotação:
Ø  Custo do equipamento
Ø  Perigo de grande extensão cavitária
Ø  Necessidade de adequada refrigeração
Ø  Menor torque
Ø  Presença de ruído

Descriçao das brocas forma e numero se é de baixa rotaçao ou alta


* Broca 957  tem a forma cilindrica topo plano ,alta rotaço

* Broca 557 forma cilindrica arredondada denteada de alta rotaçao









Brocas 33 a 44 tem a forma de cone inverido ,alta rotaçao


Broca 11 a 22 tem a forma de  tipo roda e é de alta rotaçao

Broca 1/4 a 11 ,tem a forma esferica lisa é de baixa rotação
Broca 55 a 60, forma é cilindrica  lisa é de alta rotaçao.OBS: Já a broca 56 é de baixa rotaçao ou contra angulo.

dentistica 1 (ISOLAMENTO DO CAMPO OPERATÓRIO)




quinta-feira, 30 de agosto de 2012


Dentistica I (Isolamento do campo operatório)

“Todos os materiais restauradores requerem campo operatório isolado, seco e perfeitamente limpo, para serem inseridos ou condensados nas cavidades” Mondelli


O isolamento pode ser:
*      Absoluto: dique de borracha;
*      Relativo;
*      Métodos auxiliares com medicamentos que diminuem o fluxo salivar;

Isolamento absoluto:

*      Vantagens:
o        Retração e proteção dos tecidos moles para promover o acesso à área a ser operada;
o        Melhor visibilidade do campo operatório;
o        Condições adequadas para inserção e condensação dos materiais restauradores;
o        Proteção do paciente contra aspiração ou deglutição de instrumentos, restos de material restaurador e qualquer outro tipo de elemento estranho;
o        Proteção do profissional, uma vez que o tempo de contato com a saliva e/ou sangue do paciente torna-se muito reduzido;
o        É o único dispositivo capaz de eliminar totalmente a umidade do campo operatório, que é essencial para se alcançar a mais alta qualidade da restauração;

OBS: o isolamento absoluto deve sempre se empregado, sendo preterido apenas em casos de total impraticabilidade.

*      Materiais, dispositivos e instrumentais necessários:

  1. Lençol de borracha:
o        Feito de látex natural;
o        Várias cores (cores escuras contrastam com os dentes e refletem menos luz);
o        Espessuras: Fino - 0,15 mm, Médio - 0,20 mm, Grosso - 0,25 mm, Extra grosso - 0,30 mm, Grosso especial - 0,35 mm;
o        Aproximadamente 15 x 15 cm, para dentes anteriores e 16 x 16 cmpara dentes posteriores;
o        Métodos de marcação da borracha: Divisão em quadrantes, mordida em cera, marcação na boca ou modelo de estudo, carimbo;
o        Sempre invaginar o dique no sulco gengival;
o        Lençol mais espesso tem boa resistência e promove o máximo de vedamento, afastamento e proteção dos tecidos moles subjacentes;

  1. Perfurador de lençol de borracha (tipo ainsworth):
  • A borracha deve ser perfurada na região correspondente aos dentes que serão isolados;
  • O perfurador deve ter números suficientes de furos, com diâmetros variados, para realizar orifícios na borracha, de modo a acomodar dentes de diferentes tamanhos;
  • 1º Orifício: IC e IL;
  • 2º Orifício: Caninos;
  • 3° orifício: PM;
  • 4° orifício: Molares;
  • 5° orifício: M (Grampos sem asa - primeiro coloca o grampo e depois o lençol / Grampos com asa – primeiro coloca o lençol e depois o grampo);
OBS: Quando a cavidade é classe V devemos perfurar 2 mm abaixo da vertentevestibular.

  1. Porta-dique de borracha (arco):
o        Função: prender o lençol de borracha e mantê-lo sob tensão;
o        Tipos:
Ø      Arco de Young: arco metálico em forma de “u” com pinos laterais que prendem o lençol de borracha (mais utilizado);
Ø      Arco de Ostby: arco plástico em forma de “o” com projeções laterais que prendem a borracha por todos os lados;
Ø      Arco de Wizzard;
Ø      Arco de Woodbury;
Ø      Arco de Jon;
OBS: empregam tiras elásticas que passam por trás da cabeça do paciente e prendem a borracha da um lado a outro da face por meio de garras.
Ø      Arco de Young - mod. Dr. Mondelli (fob);

  1. Grampos:
o        Função: manter o lençol de borracha em posição estável junto aos dentes em conjunto com o arco;
o        Indicado, especialmente, para dentes com coroas clínicas curtas (pacientes jovens) e para retração gengival;
o        Numeração geral:
Ø      200 a 205 – molares;
Ø      206 a 209 - pré - molares;
Ø      210 e 211 – anteriores;
Ø      212 de Ferrier: indicado para retração gengival em dentes anteriores e pré-molares;

OBS: modificação do grampo: curvatura da garra lingual para cervical e da vestibular para apical; mobilização dos grampos com godiva;

Ø      26: para molares, especialmente inferior com pouca retenção;
Ø      W8A, 14 e 14ª: podem ser utilizados em quase todos os dentes posteriores;

  1. Pinça porta-grampos:
o        Função: apreensão do grampo, acomodando-o ao colo dentário;
o        As mais utilizadas são os modelos de Palmer e de Brewer;
o        Diâmetros variados nos orifícios de perfuração: Maiores – molares; Intermediários - pré-
molares e caninos; Menores – incisivos;

  1. Instrumentos auxiliares:
  • Sonda;
  • Pinça;
  • Espelho;
  • Tesoura;
  • Calcador espatulado nº3;
  • Fio dental;
  • Creme hidrófilo( creme de barbear);
  • Godiva de baixa fusão;
  • Lamparina a álcool;
  • Caneta hidrocor;
  • Sugador de saliva;

*      Preparação do lençol de borracha:
Regra geral:
  • Dentes posteriores: isolar 2 dentes à distal (do dente a ser tratado) e o restante para mesial, até o IC pertencente ao hemi-arco do lado oposto;
  • Dentes anteriores: isolar sempre a extensão que vai de PM de um hemi-arco até o pré-molar do hemi-arco do lado oposto;

*      Posição dos orifícios no lençol de borracha:
o        Distância entre os orifícios = distância entre os eixos longitudinais dos dentes (na mesma disposição destes no arco);
o        Tamanho dos dentes: quanto maiores, mais espaçados os orifícios;
o        Contorno dos dentes: dentes ovóides e cônicos – mais espaços entre os orifícios, dentes quadrangulares – menor espaço interdental;
o        Altura da gengiva interdental: quanto mais baixa a papila interdental, menor a distancia entre os orifícios;
o        Espaço ou ausência de dentes: o espaço da borracha = distancia entre os eixos longitudinais dos dentes adjacentes, isso é suficiente para invaginação na área gengival;
o        Má posição dos dentes no arco: devem ser perfurados no mesmo local do dente;
o        Posição da cavidade no dente: restaurações de área gengival a borracha deve se deslocar 2 mm para vestibular, isso permitirá uma invaginação apropriada e retração gengival (ex: Classe V);

*      Métodos de perfuração da borracha:
o        Divisão em quadrantes: dividir a borracha em quatro quadrantes, marcando os dentes em seus respectivos lugares respeitando o limite de cada quadrante.
o        Mordida em cera: o paciente morde uma folha de cera nº7 e esta é utilizada para demarcar o lençol de borracha.
o        Marcação na boca: marcar diretamente na boca a posição dos dentes a serem isolados.
o        Carimbo: marca-se posição padrão dos dentes permanentes e decíduos.

*      Cuidados prévios:
o        Testadas as áreas de contato e cristas marginais com fio dental para verificar a sua irregularidade;
o        Preparo do dente para receber o dique: com uma tira de lixa realiza-se o polimento de granulação fina regularizando-o adequadamente;
o        Seleção dos grampos;
o        Preparação da borracha;
o        Lubrificação dos lábios, da borracha e proteção da região peribucal;
OBS: caso o dente a ser preparado para restauração tenha contato cortante, pela presença de cárie, a forma de contorno da caixa proximal deve ser sempre determinada antes da colocação do dique.
*      Técnicas de colocação do dique de borracha:
o        1ª técnica:
Ø      Utilizada somente com grampos sem asa;
Ø      Consiste, primeiramente, na colocação do grampo selecionado, e depois, a borracha, que pode ou não estar adaptada ao arco;
o        2ª técnica (Técnica de Ingraham):
Ø      Coloca-se o grampo sem asa com a borracha e leva-se ao dente;
Ø      Posteriormente é colocado o arco;
o        3ª técnica:
Ø      Coloca-se a borracha, presa ao arco, no dente determinado e, posteriormente, o grampo;
Ø      Utiliza-se grampo com asa;
o        4ª técnica:
Ø      Coloca-se o conjunto grampo-arco-borracha a um só tempo;
Ø      Para esta técnica são necessários grampos com asa;
OBS: 1ª, 2ª e 4ª técnica são mais utilizadas em dentística, a 3ª técnica em endodontia;
Para pacientes com pouca abertura de boca ou ramo ascendente da mandíbula próximo a face distal dos 2º ou 3º molares – 2ª ou 4ª técnica.

*      Seqüência de colocação do dique de borracha:
o        Experimentar o grampo da série a ser utilizado e escolher aquele que melhor se adapte;
o        Verificar os contatos dos dentes englobados no isolamento;
o        Preparo dos dentes;
o        Preparação da borracha no porta-dique;
o        Marcação correspondente a cada dente;
o        Perfuração da borracha nos pontos marcados de acordo com o diâmetro de cada dente;
o        Aplicar o creme hidrófilo na porção interna da borracha na região das perfurações;
o        Colocação do dique de borracha;
o        Invaginação do dique nas áreas gengivais do dente com: fio dental, calcador espatulado nº3 e jatos de ar;

*      Remoção do dique de borracha
  • Remoção dos resíduos que estejam sobre a borracha;
  • Cortar a borracha interproximal;
  • Remoção do grampo;
  • Remoção do lençol/arco, e limpeza dos lábios do paciente;
  • Lavar a boca com spray ar/água e massagear a gengiva;
  • Verificar integridade do lençol de borracha;

*      Cuidados a serem observados em todas as técnicas:
  • Secagem dos dentes;
  • Estabilização do grampo;
  • Passagem dos dentes nos respectivos orifícios;
  • Invaginação do lençol;
  • Confecção de amarrias;
  • Uso de sugador de saliva;
  • Preparo do grampo 212 (Ferrier);

*      Casos especiais de isolamento:
o        Prótese parcial fixa;
o        Aparelho ortodôntico

*      Limitações do dique de borracha:
o        Dentes permanentes jovens (erupcionados parcialmente);
o        Pacientes asmáticos, respiradores bucais ou com problemas respiratórios;
o        Pacientes com problemas psicológicos;

Isolamento relativo:
Evita, diminui ou absorve a saliva do campo operatório através de dispositivos colocados próximo aos ductos excretores: parótida, submandibular e sublingual.

*      Indicações:
o        Confecção de restaurações provisórias;
o        Impraticabilidade do isolamento absoluto;
o        Aplicações tópicas de flúor em boca toda;
o        Procedimentos de moldagem;
o        Dentes parcialmente erupcionados;
o        Aplicação de materiais tixotrópicos;
o        Procedimentos realizados em curto período de tempo;

*      Materiais e instrumentos:
o        Roletes de algodão, guardanapos ou gaze;
o        Grampos especiais para reter algodão;
o        Suctores de saliva com ou sem retentores de algodão;
o        Autômato de Eagler;
o        Dispositivo de Ivory;
o        Cápsula de Denhan;
o        Isolador de Craigo;